sábado, 20 de setembro de 2008

Os sonhos


Todos sonhamos, isso é certo, mas muitas vezes não sabemos o significado e o impacto que esses sonhos têm na nossa vida. Há quem diga, aqueles que são entendidos e mesmo os que não são, que os sonhos moldam a nossa vida. Será? Será que fazemos aquilo que sonhamos? Ou será que a nossa própria vida já é um sonho? A estas perguntas ninguém nos poderá responder, é com o viver que podemos tentar encontrar as respostas, talvez não sejam as certas, mas quem sabe? O que é facto é que o homem não seria nada sem o sonho e esse, ninguém nos pode tirar. Só nós sabemos o que sonhamos e só nós conhecemos as personagens que integram o nosso sonho e é por isso que o sonho é tão privado e tão pessoal que mesmo contando nunca ninguém terá um visão tão profunda dele como nos próprios.

A vida preenche-se de sonhos, nem nunca os realizamos todos, mas o que é facto é que são esses que nos dão força para continuar a viver e a caminhar com o objectivo de que um dia realizemos aquele sonho tão antigo, tão íntimo e isso faz-nos felizes, por vezes nem é a realização desse sonho em si, mas o caminho e o esforço que fizemos para chegar ao sonho, á vida!

A vida é sonho e o sonho é vida, qual deles estará mais correcto ninguém sabe, mas acreditamos, e sonhamos, porque sonhar constrói um Homem e tece a sua vida, mesmo aqueles sem objectivos, vão seguindo porque o sonho os impele. E como é bom sonhar!

Quando sonhamos sentimos o poder todo nas nossas mãos, tudo parece tão fácil e tão alcançável, é tão bom que por vezes nem queremos acordar. Quando um pouco desses sonhos começa a ser real, aí é que podemos dizer que estamos a caminhar para a felicidade de viver, felicidade de sonhar…

sábado, 6 de setembro de 2008

Que sentido da vida?

Como vive a nossa sociedade a vida? Andamos como loucos á procura de algo que não sabemos bem o quê, a tentar satisfazermo-nos com bens materiais o prazeres mundanos. Vivemos "stressados" com o trabalho e com e vida e não paramos, não temos tempo para pensar, não sabemos o que andamos aqui a fazer, apenas fazemos sem questionar. É claro que não podemos escolher tudo o que fazemos, mas a nossa sociedade actual vivo sem interioridade, vive sem pensamento, como marionetas coordenadas pelos poderes superiores, sem um sentido para a vida.

Para muitos, a vida só tem sentido se for sempre em festa, para outros apenas interessa ter tudo, ter dinheiro, ter uma grande casa, e nem um marido interessa, apenas interessa ter uma pessoa que nem conhecemos inteiramente, que apenas nos satisfaz e que não nos tora mais pessoas. Isto porque a nossa sociedade é egoísta e só pensa em como satisfazer as suas necessidades pessoais, sem pensar nos outros, sem pensar que existem outros.

A procura de um sentido para a vida é como um objectivo, uma esperança que nos faz continuar a viver todos os dias, que nos faz continuar a caminha.

Para mim a procura de um sentido para a vida é algo que a cada dia se vai construindo, com a convivência com os outros e principalmente com aquelas pessoas que nos fazem realizar a nós próprios e ás quais fazemos com que se realizem pessoalmente. A procura de um sentido num ser superior e sobrenatural passa muito pela fé, pois precisamos de acreditar, não temos certezas absolutas de que existe um Deus, mas acreditamos, e Ele dá-nos razões para continuar, porque sentimos a presença Dele na nossa vida, na convivência com as tais pessoas que amamos. O que falta e muitas pessoas na nossa sociedade é a fé, o acreditar em algo superior, o tentar obter respostas do caminho a seguir e se toda a sociedade pensasse assim não haveria tanto egoísmo, tantos divórcios, tanta correria no mundo.

E assim, continuamos todos os dias á procura de um sentido, uma razão para continuarmos a viver…




De volta!

Bem, acho que devo um pedido de desculpas a todos os leitores, tenho estado um pouco ausente e não tenho actualizado o blog. Mas pronto, vou tentar continuar actualizada, até porque durante as férias fui escrevendo umas coisinhas e vou pondo aqui.

Obrigada a todos!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

"O pequeno livro dos medos" - Sérgio Godinho


A palavra medo tem múltiplos significados, mas para cada um de nós há uma definição do “medo”. Temos medo de cães, de fantasmas, de pessoas que nos parecem estranhas, temos medo da vida. Não sabemos o que acontece a seguir, não conhecemos o amanhã, não sabemos o que virá e isso assusta – nos, receamos. “É por isso que o desconhecido é um bicho que mete medo e ao mesmo tempo apetece conhecer” – todos queremos saber como é a vida, queremos conhecê-la, enfrentar esse medo. Para enfrentar basta olhas para dentro dele, encará-lo olhos nos olhos e perguntar i que quer.
Todos conhecemos o medo, já o sentimos em muitas situações, quando éramos pequenos tivemos histórias engraçadas de situações que nos ficaram marcadas na memória, de quando chamávamos pela mãe e ficávamos apavorados, não sabíamos como enfrentá-lo.
Hoje também temos medo, medo de coisas diferentes provavelmente, mas já aprendemos a encarar aquilo que tememos.
Ultrapassar o medo é investigar, descobrir porquê, conhecer, aí vencemos esse bicho de que não gostamos nada e saímos vencedores, ganhamos a batalha!
O pequeno livro dos medos, ensina-nos a não temer e a ultrapassar o nosso medo. Conta-nos a história que gostaríamos de ouvir quando temos medo, e ao ouvir tranquilizamos.
Das poucas obras literárias de Sérgio Godinho, mas digna de uma leitura, não só pelos mais novos, até porque muitas vezes somos nós que temos mais medo e até são as crianças que nos ensinam a não temer.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

"O Velho que lia Romances de Amor" - Luís Sepúlveda


Tendo como cenário a selva amazónica, uma nova cultura e um povo completamente diferente do habitual, a história desenvolve-se á volta de El Idilio e El Dorado onde um homem, de idade já avançada, decide aventurar-se e aprender a vida "selvagem". Passa longos anos em convivência com os Xuar com quem aprende a caçar, a conviver com os animais da floresta e a procurar alimento para a sua subsistência. Apesar desta convivência com os Xuar, António José Bolivar não é um deles e vê-se forçado a abandonar o local livre de que tento gosta.
Recolhe-se numa casinha com recordações da sua falecida mulher e dedica-se á leitura de livros de amor, onde descobre uma nova paixão.
Uma vaga de mortes "ataca" El Idilio onde aparecem vários caçadores mortos por uma puma fêmea em fúria.
António José Bolívar, coms os seus conhecimentos antigos, a pedido da administração, parte para a selva onde vai ter de caçar a dita puma e impedir que haja mais mortos.
Estes dias na selva, trazem-lhe muitas recordações dos tempos com os Xuar e de todos os seus processos para caçar os animais.

O velho que lia romances de amor é uma grande esperiência de vida, com umas descrições fenomenais em que o autor nos coloca na selva e, despidos de preconceitos, na vida dos xuar em defesa da floresta e de todos os animais.

domingo, 23 de dezembro de 2007

O Natal num país distante


Tobias era um grande homem, gostava muito de viajar e de conhecer lugares, religiões e novas culturas. Na época do Natal não tinha o hábito de viajar, pois gostava de estar em familia, mas naquele ano, Tobias viajou.

O país para onde fora não era muito conhecido, era habitado por gente pobre, com muitas necessidades e dificuldades. Muitas delas viviam na rua, não havia muito para comer e haviam muitas tempestades.
Naquela tarde, Tobias passeou para conhecer a terra onde estava e um pouco da sua cultura. Era época de Natal. Como estava num país pobre, não haviam muitos enfeites, nem grandes luxos. Existia uma pequena árvore de Natal e um presépio de papelão.
Na noite de Natal, passava Tobias pela rua dirigindo-se para a sua cabana afim de celebrar um Natal quente e aconchegado, quando pelo caminho depara com um grupo de crianças entre os 6 e os 16 anos sentados á volta de uma pequena fogueira e debaixo de folhas de palmeira. Dirigindo-se a eles deseja-lhes um feliz natal e continua o seu caminho. Um pouco mais á frente, as crianças ainda não lhe tinham saído da cabeça e resolveu voltar para trás.
Emocionado com aquela pobreza perguntou-lhes se não iam para casa, para o pé dos seus pais, ao que um deles lhe responde que já não tinham pais, eram orfãos. Ainda mais emocionado perguntou-lhes então se queriam passar o Natal com ele, na sua cabana, que tinha comida e alguns presentes que poderiam partilhar.
Com um ar revoltado o mais velho dos irmãos olhou para Tobias e diz-lhe as sguintes palavras: "Jesus quando nasceu não tinha casa, nem o quente de uma lareira, nem presentes. Jesus não tinha qualquer luxo e no entanto sobreviveu a muito e salvou-nos a todos. Vocês que vêm lá desses países ricos estão habituados á luxuria e estão a deitar fora o conceito de Natal. O Natal não para dar grandes prendas a todos, as mais caras se for possivel, o Natal é partilha, é amor, é compaixão; deve ser vivido como Jesus o viveu."
Embasbacado com aquelas palavras, Tobias não perguntou mais nada, apenas concordou e pediu se poderia passar o Natal, ali, com eles.

Foi a primeira vez que Tobias celebrou o Natal no seu íntegro, e estava muito contente, aquelas crianças eram maravilhosas e ensinaram-lhe muito. Foi o melhor Natal que alguma vez tivera.


Não deixe que o Natal seja o consumismo que o Homem criou. No Natal AME, PARTILHE, DÊ, não consuma! Um Feliz Natal para todos!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Sermão de Santo António aos peixes - Padre António Vieira


Sermão de Santo António pregado na cidade do Maranhão, no ano de 1654, no dia 13 de Junho, dia de Santo António, (Véspera da partida de Padre António Vieira para Lisboa). Nesta época, Portugal tinha recuperado a Independência e o Padre António Vieira vem a Lisboa, junto do rei para apoiar a criação de leis que acabassem com a exploração dos colonos brancos para com os índios brasileiros.
O sermão está organizado em seis capítulos e três partes: o Exórdio, que contém o capitulo I; a exposição e confirmação, que contém os capítulos II, III, IV e V e a peroração que contém o capitulo VI.

No Exórdio, Padre António Vieira apresenta o conceito predicável, “Vós sois o sal da Terra”, e explica as razões pelas quais a terra está tão corrupta. Ou a culpa está no sal (pregadores), ou na terra (ouvintes). Se a culpa está no sal, é porque os pregadores não pregam a verdadeira doutrina, ou porque dizem uma coisa e fazem outra ou porque se pregam a si e não a Cristo. Se a culpa está na terra, é porque os ouvintes não querem receber a doutrina, ou antes imitam os pregadores e não o que eles dizem, ou porque servem os seus apetites e não os de Cristo.
Ao apresentar o conceito predicável, Padre António Vieira, introduz o tema do sermão, mas apesar de tudo desvia-se do tema e preocupa-se apenas com a razão pela qual a terra está corrupta, partindo do principio de que a culpa é dos ouvintes. Consegue isto, uma vez que o sermão é proferido no dia de santo António, aproveitando assim o exemplo deste. Santo António não obtinha resultados da sua pregação e os homens até o quiseram matar, em vez de desistir resolveu pregar aos peixes. Assim se viu Padre António Viera, sem obter resultados, a terra continuava corrupta, resolvendo igualmente pregar aos peixes, seguido o exemplo de Sto António.
Em primeira parte, o orador vai louvar as virtudes dos peixes e em seguida repreende-los.

O capitulo II contempla os louvores aos peixes de carácter geral, recorrendo-se ao exemplo de Jonas para mostrar que os homens são muito piores que os peixes. Como suas qualidades temos:
- Bons ouvintes / obedientes
- Primeira criação de deus
- Melhores do que os homens
- Livres, puros, longe dos homens
Estas qualidades, são por antítese os defeitos dos homens.
Neste, como em todos os capítulos, há um exemplo prático de Sto António, para o louvar no seu dia.

O capítulo III é igualmente de louvor aos peixes, mas agora de carácter particular. Padre António Vieira utiliza quatro peixes para mostras a relação entre o homem e o divino, como os peixes se dão a estes cuidados e os homens não pensam em tais coisas.
Peixe de Tobias: Tem umas entranhas e um coração que expulsam os demónios e simboliza o poder purificador da palavra de Deus.
Rémora: Peixe que quando se agarra e um navio tem força suficiente para o conduzir sozinha. Simboliza o poder da palavra do pregador – guia das almas.
Torpedo: Produz descargas eléctricas que faz tremer o braço do pecador. Simboliza o poder da palavra de Deus, de fazer tremer os pecadores que pescam na terra tudo quanto encontram.
Quatro – olhos: Tem dois pares de olhos, uns para cima e outros para baixo. Simboliza o dever dos cristãos em tirar os olhos da vaidade terrena, olhando para o céu sem esquecer o inferno.
Todos estes louvores que Padre António Vieira faz aos peixes são antíteses aos defeitos dos homens, assim simbolizando os seus vícios.

Seguidamente parte-se para as repreensões aos peixes, primeiramente de carácter geral (Cap. IV) e depois de carácter particular (Cap. V).
No carácter geral, Padre António Vieira acusa os peixes de se comerem uns aos outros, recorrendo a um exemplo dos homens para explicar o que eles faziam. Assim, os homens praticam antropofagia social, ou seja exploração uns dos outros. O orador faz uma comparação entre a antropofagia ritual dos Tapuias (índios brasileiros) e a antropofagia social dos homens, considerando esta ultima mais grave que a anterior, porque muitas vezes procuram tanto a exploração que nem os mortos escapam. O mais grave de tudo é que são os grandes que comem os pequenos, ou seja são precisos muitos pequenos para alimentar um grande. Acusa-os igualmente de cegueira, vaidade e de terem a maldade.
Estas repreensões são feitas com o objectivo de mudarem os homens, ou pelo menos fazê-los pensar, mesmo que não haja uma mudança rápida.
Aqui, há também um exemplo prático de Sto António que nunca praticou antropofagia social e que trocou a riqueza pela simpleza.

De carácter particular, Padre António Vieira usa quatro exemplos de peixes que se referem a tipos comportamentais. O roncador que simboliza os arrogantes, o pegador, que simboliza os oportunistas, o voador, que simboliza os ambiciosos e o pior de todos, o polvo, que simboliza o traidor e o hipócrita. Este último, tem uma aparência de santo e manso e um ar inofensivo, mas na essência é traiçoeiro e maldoso, é hipócrita e faz-se de amigo dos outros e no fim “abraça-os”. Neste capítulo são usados os exemplos de São Pedro, Sto Ambrósio, São Basílio e o Gigante Golias.

Por fim, a despedida, no capitulo VI, onde o orador retoma os pregadores de que falava no conceito predicável, servindo-se dele próprio como exemplo alegando que não estava a cumprir a sua função. Alega também que ele (homens) e os peixes, nunca vão chegar ao sacrifício final, uma vez que os peixes já vão mortos e os homens vão mortos de espírito. Padre António Vieira diz que a irracionalidade, a inconsciência e o instinto dos peixes, são melhores do que a racionalidade, o livre arbítrio, a consciência, o entendimento e a vontade do homem.

Conclui-se assim, fazendo um apelo aos ouvintes e louvando-se a Deus, tornando esta última parte do sermão um pouco mais familiar, para que se estabeleça de novo a proximidade entre os ouvintes e o orador.
Este sermão teve como ouvintes os colonos do Maranhão e tem grande coesão e coerência textual graças á utilização de recursos estilísticos, articuladores do discurso e argumentos de autoridade e analógicos para validar e confirmar os testemunhos narrados. Todo o sermão é alegórico, uma vez que são utilizados os peixes como figuras concretas para a crítica aos homens.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O Corpo humano - Real e completamente fantastico


Real e fantástico, são as melhores palavras para descrever o nosso corpo, visto por dentro e por fora, como nunca ninguem pensou ver. A exposição já está em Lisboa á algum tempo e tem tido um enorme sucesso, com milhares de visitantes.
A exposição pode acontecer graças á doação de corpos chineses que nunca tinham sido reclamados e que foram doados para fins cientificos. A verdade é que a comunidade cientifica e todos os que participaram para que a exposição pudesse ocorrer, obteve um resultado fantastico e dá-nos uma visão completamente diferente do que pensamos ser o nosso corpo.

Algumas curiosidades que a Exposição «O Corpo Humano como nunca o viu...» revela:

• Um ser humano perde em média 40 a 100 fios de cabelo por dia.
• Um espirro pode ultrapassar os 160 quilómetros por hora.
• Cada vez que lambemos um selo, consumimos um décimo de uma caloria.
• Os ossos do esqueleto juntam-se em mais de 100 articulações, dando ao corpo uma mobilidade notável.
• A forma convexa e a camada interna esponjosa dos nossos ossos cranianos criam uma protecção para o cérebro.
• Os bebés têm 300 ossos; os adultos têm 206.
• O cóccix, na base da nossa espinha, é tudo o que nos resta das caudas dos nossos antepassados.
• Os ossos das crianças crescem mais rapidamente durante a Primavera.
• O tecido Muscular cardíaco contrai para fazer bater o coração.
• A língua é composta por 16 músculos individuais.
• Os músculos do coração criam pressão suficiente para esguichar sangue a mais de 9 metros.
• Os mais pequenos músculos do corpo encontram-se nas orelhas.
• Os músculos produzem calor para manter a temperatura corporal
• Os cérebros das raparigas constituem 2,5 por cento do peso corporal. Os cérebros dos rapazes constituem 2 por cento.
• Cada neurónio tem muitas dentrites, ou ramificações, que o ligam a milhares de outros neurónios.
• O coração é um músculo com duas câmaras que bombeia o sangue para todas as zonas do corpo.
• Existem 96 mil quilómetros de vasos sanguíneos no corpo humano.
• Quando chegamos aos 70 anos, já respirámos pelo menos 600 milhões de vezes
• Em média, um maço de cigarros retira-lhe duas horas e vinte minutos de vida.
• As papilas são os altos na língua que contêm as papilas gustativas.
• O aparelho digestivo desfaz a comida que ingerimos e converte-a nos nutrientes que utilizamos como combustível.
• O espermatozóide masculino é a célula mais pequena do corpo; o óvulo feminino é a maior.
• Os rins filtram as impurezas do sangue a uma taxa de cerca de 57 litros por hora.
• O coração de um embrião começa a bater durante a terceira semana.



Apaixonante! Vale a pena visitar, nem que seja apenas para descobrir um pouco mais de si!


segunda-feira, 3 de setembro de 2007

I'm a beliver - Shrek

Como seria perfeito se a vida fosse um desenho animado! Mas não é e temos de acreditar, não é assim? .....


domingo, 10 de junho de 2007

A Pena de Morte


INTRODUÇÃO

O saber viver é aperfeiçoado, todos os dias um pouco, por cada um de nós, que aprendizes de pessoas vamos aprendendo a viver na união com os que nos rodeiam e que nos ajudam á nossa construção. Ao longo da história, este saber foi sofrendo várias alterações que tentam levar a uma qualidade de vida cada vez melhor para um maior número de pessoas. Para muitos, a Pena de Morte é considerada a maneira mais fácil e rápida de fazer justiça, aqueles que escolhem caminhos que não são considerados segundo a conduta moral os mais correctos. Mas termos nós o direito de julgar pessoas que são tão humanas como nós? Saberemos o que é certo e errado? Sim, tentamos chegar a uma perfeição para que nos realizemos como pessoas que somos, mas as escolhas que são feitas durante a vida, não dirão respeito a cada um de nós? Temos que ter em conta que vivemos e sociedade e que não podemos ser felizes sozinhos. Mas, não haverá outra maneira de fazer a justiça e ajudar a que todos nos tornemos cada vez mais pessoas…? É que, ao matar estamos a fazer pior do que o crime que, provavelmente foi cometido, e com essa atitude em vez de caminharmos no sentido de sermos pessoas, caminhas no sentido contrário – o de nos tornar – mos animais, simples e irracionais.


Artigo 3º:
“Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.”
Artigo 5º:
“Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.”

O QUE É A PENA DE MORTE


A Pena de Morte é uma sentença aplicada pelo poder judicial que consiste em por termo, legalmente, á vida de uma pessoa, que foi anteriormente julgada e acusada de ter cometido um crime suficientemente grave para ser púnico com a morte.
Esta sentença é aplicada para a punição de crimes, no entanto pode haver a eliminação dos considerados “indesejáveis” (deficientes físicos ou mentais, judeus e homossexuais) sendo este considerado um acto arbitrário, ou seja um acto em eu as pessoas podem escolher morrer.

HISTÓRIA

Esta forma de punição de crimes foi aplicada em quase todas as civilizações ao longo da história, principalmente as mais rudimentares. Actualmente é enquadrada de uma forma legal e sociológica bastante diferente. Enquanto que no passado, qualquer pessoa poderia ser condenada á pena de morte apenas por ter traído o marido, actualmente poucos são os países que ainda aplicam a pena de morte de uma forma tão brusca.
Na actualidade quase todos os países da Europa Ocidental aboliram a pena de morte, tendo sido Portugal o primeiro, seguido da França e da Alemanha. A convenção europeia dos direitos humanos recomenda a sua proibição.
Apesar de nos Estados Unidos da América, durante os anos de 1970 a pena de morte ter sido suspensa, foi retomada passado pouco tempo e juntamente com o Japão são dos únicos países democráticos a aceitarem a pena de morte.
O país que mais recentemente aboliu a pena de morte foi as Filipinas em Junho de 2006.

A PENA DE MORTE EM PORTUGAL

A Pena de Morte m Portugal, foi abolida definitivamente, para todos os crimes em Abril de 1976, após o 25 de Abril. Já antes tinha sido abolida em 1911, mas voltou a ser readmitida aquando da primeira guerra mundial, por volta de 1914. Neste caso era admitida “em caso de guerra”. Após esta data não voltou a ser executado nenhum julgado até á abolição definitiva da Pena Capital em 76.
Em termos de crimes civis, a ultima execução foi no ano de 1846, e em crimes políticos no ano de 1852, no decurso do reinado de D.Maria II.
No reinado de D.Luis a Pena de morte foi abolida para todos os crimes com excepção dos militares.
Como se pode constatar, no nosso país, já na monarquia a Pena de Morte era considerada, por alguns, como uma forma “odienta” de fazer justiça, tendo sofrido várias alterações até ser totalmente abolida.

PAÍSES COM PENA DE MORTE EM VIGOR

O mapa seguinte mostra os vários países do Mundo, separando aqueles que já aboliram, que aceitam ou que praticam a pena de morte.



Legenda:
Azul: Abolida para todos os crimes
Verde: Abolida para todos os crimes, excepto os cometidos por exemplo, e tempo de guerra
Laranja: Abolida na prática, mas legal
Vermelho: Pena de Morte legalizada


PRINCIPAIS PAÍSES COM PENA DE MORTE EM VIGOR:
Afeganistão
China
Singapura
Estados Unidas da América
Indonésia
Irã
Paquistão

MÉTODOS DE APLICAÇÃO DA PENA DE MORTE
Existem vários métodos de execução de um condenado, entre eles destacam-se os seguintes:

Apedrejamento: Lançam-se pedras sobre o condenado até a sua morte.

Cadeira electrica: O condenado é imobilizado numa cadeira, sofrendo depois tensões eléctricas de 20 000 volts.

Câmara de gás: O condenado é colocado numa câmara qual se liberta um gás mortífero.

Crucificação: O condenado é pregado pelas mãos e pés numa cruz, deixando-o numa morte lenta e dolorosa.

Decapitação: Consiste em cortar a cabeça ao condenado com uma espada, machado ou guilhotina.

Fogueira: O condenado é queimado vivo.

Fuzilamento: Um pelotão dispara sobre o condenado.

Injecção letal: Administra-se no condenado uma mistura fatal de produtos químicos, por via intravenosa.

Outros exemplos:
- Asfixia
- Esmagamento
- Afogamento
- Garrote Vil
- Forca
- Empalamento
- Lapidação




CONTRA A PENA DE MORTE




As pessoas e países que estão contra a pena de morte, assentam a sua opinião nos seguintes pontos:
- Não há direito de julgar os outros, por mais graves que sejam os crimes cometidos
- O sofrimento a que a pessoa fica sujeita é indescritível, tanto a nível físico como psicológico
- A pena de morte é um processo irreversível, no caso de enganos judiciais
- A pessoa executada pode ter cometido os piores crimes, até o de matar, mas ao executar a pena de morte, estamos igualmente a matar e a cometer um crime (violência não se resolve com mais violência)
- A prisão perpetua pode resolver muitos problemas de criminalidade humana
- A pena de morte é discriminatória.


A FAVOR DA PENA DE MORTE

As pessoas e países a favor da pena de morte, têm a sua opinião fundamentada no seguinte:
- Os crimes mais horríveis, como a pedofilia, o rapto de crianças e as violações devem ser punidos sem dó nem perdão com a pena de morte
- A maioria acredita que o índice de criminalidade diminuiria
- Somos todos nós que sustentamos os criminosos que ficam na prisão com todas as regalias
- Só a pena de morte tem valor suficientemente grande para cobrir a brutalidade humana


A CONCEPÇÃO ÉTICA E MORAL DA PENA DE MORTE



“Todo o indivíduo tem direito á vida”. Será que a Pena de morte respeita este artigo? Teremos nós o direito de julgar os outros seres iguais a nós?
A Pena de morte retira a vida a um ser que foi julgado e acusado de um crime, que seja suficientemente grave para ser punido com a morte.
A dor física e psicológica que uma pessoa, como nós, sente ao saber que vai morrer, da maneira mais horrível possível é indescritível. Sim, uma pessoa como nós, pois somos todos iguais, o que mudam são os comportamentos das pessoas…, ou dos indivíduos? Pois… porque quem considera a Pena de morte como uma maneira eficaz de punir os crimes só pode ser um individuo, ou seja uma pessoa sem sentimentos, apenas um ser animal e irracional.
Por mais que um ser tenha cometido os crimes mais horríveis, nenhum ser, muito menos um ser igual a ele, tem o direito de julgar o outro, ainda para mais com a morte. Não somos nós seres todos iguais? Não temos os mesmos direitos e deveres? Como podemos ter a capacidade de julgar uma pessoa? Somos ou não tão pecadores como eles?
A Pena de morte vai completamente contra a ética, contra o que supomos ser o correcto. A ética valoriza o bem para a vida, com o pensamento no bem para o outro, muitas vezes antes do bem para nós mesmos. Como poderemos então, julgar um acto com a morte? É eticamente incorrecto, vai contra todos os princípios que põem em causa a ética. Num lado diferente, mas dependente da ética, temos a moral, a lei que visa uma vida boa, mas que deve ser pensada através da ética, para assim agirmos de acordo com o que consideramos correcto.
Um juiz tem um papel fundamental quando julga um crime. Por um lado pode ter a lei que pode ou não aceitar a pena de morte, por outro lado tem a ética e os princípios que acha correcto. O mal é que os juízes, em geral, seguem a tendência adoptada na administração da justiça penal, excessivamente comprometidos com os formalismos que, na realidade, servem ao interesse dos principais interessados.
Apesar de sermos seres livres, temos de nos responsabilizar pelas consequências dos actos que realizamos, só assim seremos verdadeiramente livres. Deste modo, a justiça deveria julgar os culpados com mais rigidez. Esta rigidez, permitira que não houvessem enganos, o que é quase impossível, e assim, ao menos os culpados seriam condenados por crimes que cometeram. Isto muitas vezes não acontece, pois os erros judiciais levam a que um inocente seja executado podendo mais tarde vir-se a descobrir que o condenado era inocente. Este é um lado muito negativo da pena de morte – é irreversível.
Religiosamente falando, como muitos acreditam, se é Deus que dá a vida, só ele a deve tirar e nenhum ser humano tem o direito de julgar outro ser igual a ele e condená-lo á morte.
A pena de morte, é pois, considerada eticamente incorrecta, não respeitando os direitos humanos, pois todo o ser tem o direito á vida.

ES A FAVOR OU CONTRA A PENA DE MORTE?

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(Trabalho de Filosofia - 10ºano)

domingo, 13 de maio de 2007

quinta-feira, 15 de março de 2007

Balão esvaziado

Cansei os braços
A pendurar estrelas no céu

Queria que tu as visses
Naquela noite de verão
Os pontinhos prateados,
Reluzentes
Sabia que estavas triste
E que gostas de olhar o céu
Ao pé do mar, na praia
Sabes que eu não te posso ver triste
E por ti me cansei
A pendurar as estrelas
Para tu ficares bem
E eu descansar

Pendurei a lua
Redonda e pesada
Fez reflexos no mar,
Iluminou o teu caminho…

Os teus passos sobre a areia
Deixam um rasto brilhante
A tua sombra é luz…
És a minha estrela…



(poemas a partir de versos de António Gedeão - Oficina de Escrita - ESLAV)

sexta-feira, 9 de março de 2007

"Passa um navio ao largo dos meus olhos"

Passa um navio ao largo dos meus olhos

Estava cheio,
Íamos todos a bordo,
Todos, até o menino mau,
Aquele que me roubou o pão no outro dia.
Estamos todos felizes
Não há inimigos,
Não há os ricos, nem os pobres
Somos todos amigos.
Temos muito que comer,
Duas mesas, bem vejo,
Acho que nos vão durar para um ano inteiro,
Somos muitos, mas partilhamos.
Temos uma piscina,
Podemos brincar livremente,
Ninguém nos prende.
Temos também, um quarto
Com camas,
São confortáveis, têm cobertores,
Não temos frio.
Temos roupa, fazemos trocas engraçadas
Que sensação boa…
Somos livres
O navio vai devagar
Podemos mergulhar,
Nadar com os golfinhos…
O mar é imenso, o sol está-se a por.
O azul imenso está a desaparecer
Já há pouca água…

Afinal, o navio é feito de folhas,
O mar é apenas uma poça enlameada
Era apenas um sonho,
Uma brincadeira
Um desejo de uma menina africana.


(concurso literário - ESLAV - centenário do nascimento de Miguel Torga)

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Aborto...

Quem for insensível a este vídeo, e aprovar o aborto... Deixe o seu comentário, pff... Gosto de saber as razões pelas quais o conseguem....

sábado, 3 de fevereiro de 2007

"O grande labirinto" - Fernando Savater


“A partida do século” no estádio mesmo ao pé de casa. Correria á compra dos bilhetes, como para qualquer jogo de futebol, mas o problema é que este não é um jogo qualquer. Aqui as pessoas entram e não voltam a sair.
No campo há dezenas de psicófagos em vez de jogadores, as bolas são “cabeças”… Sim, as bolas porque nesta partida as bolas vão aumentado cada vez que um psicófago consegue que um espectador olhe fixamente para ele.
Os pais e familiares de Fisco, Jaiko, Sara e Arno estão a ver a partida á vários dias e não tencionam voltar a casa. Será que esta poderá ser, para eles uma “partida” para sempre? A qualquer momento poderiam ser mais uma vítima dos psicófagos…
Numa tentativa desesperada de os salvar, os quatro partem á aventura, já que a única solução será preencher a caixinha metálica que a velhota dos doces lhes deu. Essa caixa precisa de letras, e com a ajuda do simpático papagaio e de Dom Pantaléon partem num remoinho vermelho que os leva sempre a um local diferente. Visitam grutas subterrâneas, países na antiguidade, sempre em épocas distintas, conhecem personagens como D. Quixote, Sherlock Holmes, ou Sindbad.
Conseguem as letras e a “batalha” final decidirá o futuro de todos os que ficaram no estádio.
A aventura fantástica reporta-nos para o interior da acção e prende-nos até á ultima letra.
“Os livros concedem-nos essa possibilidade fantástica de percorrermos a considerável velocidade lugares vário, ficando praticamente imóveis, e fazem-nos aceder a dimensões desconhecidas de lugares que fazem parte do nosso mundo quotidiano.”
Uma verdadeira e alucinante viagem ao passado, que nos faz também a nós procurar as letras da palavra-chave que ninguém conhece… Encontrem-nas!

sábado, 30 de dezembro de 2006

Proibido Fumar!




Cada vez mais vai ver este símbolo em locais públicos fechados. O governo discutiu em Assembleia Geral este assunto, no mês de Abril deste ano, e esta lei já anda para ser aprovada á três anos. A Assembleia do mês de Abril, dsicutiu sobre a lei, e aprovou-a, mas esta ainda não se verifica em todos os locais publicos fechados (empregos, discotecas, restaurantes, escolas, etc.).

Está provado que o tabaco provoca cancro, e outras doenças que podem levar á morte, e que este é uma das principais causas de morte mundial.

A nivel europeu já alguns países adoptaram esta medida de não fumar em locais públicos, e parece que tem dado resultado.Irlanda, Itália, Malta, Noruega, Escócia e Suécia. Inglaterra, País de Gales, Irlanda do Norte e Bélgica pretendem implementar leis parecidas em breve.

No entanto, apesar de em Portugal esta lei ainda não ter sido aprovada, o consumo de tabaco tem vindo a diminuir, já que em 2005 os protugueses fumaram menos mil milhões de cigarros do que em 2004. Os fabricantes confirmam que as vendas têm vindo a baixar, o que pode adevir do aumento dos preços deste produto.

Já todos os maços de tabaco, em Portugal apresentam mensagens de advertência para os problemas de saúde do proprio e dos que o rodeam. Pretende-se também, que estes incluam imagens-choque para que fiquem todos alerta do perigo que correm com um cigarro.

De modo a que esta lei da proibição de fumar em locais publicos fechados, ajude a que esta lei volte a ser discutida em Assembleia Geral. Para tal só terá que dar o seu nome, na petição de assinaturas:

Petição contra o tabaco

Ajude a combater a principal causa de morte mundial...
Obrigada pela sua colaboração

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Feliz Natal para todos!!

"Um feliz Natal ou um Natal feliz?"

Aparentemente não importa... O Natal é uma festa de familia, que simboliza o nascimento de Jesus. Não é apenas aquela festa em que se trocam prendas. Para as crianças é o Pai Natal, vestido de vermelho e que vem pela chaminé trazer muitas prendinhas...!

sábado, 9 de dezembro de 2006

O Mundo do Dinossauros...

INTRODUÇÃO

"Envolto na névoa dos tempos existiu um extraordinário grupo de animais. Denominados dinossauros, viveram durante cerca de 150 milhões de anos e desapareceram da face da Terra no mais misterioso dos processos de extinção. Muitos deles eram gigantescos, mas também os havia mais pequenos, do tamanho de uma galinha, Alguns eram pacíficos e alimentavam-se apenas de plantas, outros eram ferozes carnívoros e de dentes aguçados. Os seus fósseis são hoje o testemunho da sua existência. “

Neste trabalho vamos aprofundar os conhecimentos científicos sobre os dinossauros, o ambiente em que viveram e algumas das possíveis causas da sua extinção.



CARACTERIZAÇÃO DAS PRINCIPAIS ESPÉCIES
Psitacossauro


Classificação científica:

Reino:
animalia
Filo : chordata
Classe: Reptília
Superordem: Dinosauria
Ordem: Ornithischia
Subordem: Marginocephalia
Infra- ordem: Ceratopsia
Família: Psittacosauridae
Género: Psitttacousaurua

O psitacossauro (Psittacosaurus mongoliensis, do latim "lagarto papagaio") foi uma espécie de dinossauro herbívoro e bípede que viveu durante o período Cretáceo (140 - 66 milhões de anos). Media em torno de 2 metros de comprimento e seu peso é até então desconhecido.
Ao que tudo indica, este dinossauro foi uma espécie bastante numerosa que viveu em grandes quantidades ao longo da Ásia.

Megalossauro

Classificação científica:

Reino: Animalia
Filo : Chordata
Classe: Reptília
Superordem: Dinosauria
Ordem: Saurischia
Subordem: Theropoda
Infra- ordem: Tetanurae
Micro – Ordem: Carnosauria
Família: Megalosauriedae
Género: Megalosaurus

O megalossauro (Megalosaurus bucklandi, do latim "lagarto grande") foi um dinossauro carnívoro e bípede que viveu durante o período Jurássico (204 -– 140 milhões de anos), media de 8 a 9 metros de comprimento e pesava cerca de duas toneladas. Possuia mandíbulas gigantes, e tinha uma característica pouco comum, o seu pescoço era muito curto e muito forte, próprio para sustentar a enorme cabeça deste dinossauro. O megalossauro viveu na região onde é hoje a Europa
, Ásia e América do Sul.

A micro- ordem deste dinossauro, a carnossauria ( que significa “lagartos carnívoros”) é uma micro – ordem de dinossauros terópodes característicos do período Cretáceo, mas também presentes nos períodos Triássico e no Jurássico em menor número. Os carnossauros, como são chamados os dinossauros pertencentes à ordem carnosaurina, se alimentam de carne de outros dinossauros, caracterizando assim uma alimentação carnívora típica dos dinossauros terópodes.


Pteranodonte



Classificação científica:

Reino: Animalia
Filo : Chordata
Classe: Reptília
Ordem: Pterosauria
Género: Pteranodon

O pteranodonte (Pteranodon sp. latim: asa sem dente) foi um réptil pré-histórico voador da ordem Pterossauria, que viveu no fim do Cretáceo (140 – 66 milhões de anos) na actual América do Norte. Foi um dos maiores pterossauros que existiram, com cerca de 7,5 metros de tamanho.

A descoberta de peixes
fossilizados no estomâgo de um pterodonte mostra que eram piscívoros e provavelmente habitantes dos oceanos. O tamanho das suas asas sugerem que o pterodonte, em vez de voar normalmente, voasse por deslizamento aproveitando as plumas térmicas, como os albatrozes actuais. Uma das características mais marcantes dos pterodontes é a sua crista que tinham na cabeça. As funções desta estrutura são desconhecidas, mas foram sugeridas duas hipóteses: para uso tipo lastro ou em rituais de acasalamento.

As diferentes espécies do género Pterodon distinguem-se pela forma e tamanho da crista.

A sua ordem, a pteurossauria, é uma ordem extina na class reptilía que corresponde aos voadores do Mesozóico. Embora sejam seus contempoâneos, estes animais não são dinossauros, pois o grupo de pterossauros surgiu no Triássico superior e desapareceu na extinção K-T [(extinção K-T ou evento K-T foi uma extinção em massa
, ocorrida há mais ou menos 65,5 milhões de anos, que marca o fim do período Cretáceo (K, abreviação tradicional) e o início do período Terciário (T)]há 65 milhões de anos.

Elasmossauro:



Classificação científica:

Reino: Animalia
Filo : Chordata
Classe: Reptília
Ordem: Plesiosauria
Família: Elasmosauridae
Género: Elasmosauros

O Elasmossauro (Elasmosaurus platyurus) foi um réptil pré-histórico da ordem Plessiosaura (não era um dinossauro) que viveu no fim do período Cretáceo (140 – 66 milhões de anos) no que corresponde à actual América do Norte. Este réptil, como os outros plesiossauros, viviam em habitat marinho. O elasmossauro tinha cerca de 14 metros de comprimentos, dos quais 8 metros correspondiam ao pescoço muito longo, que atingia cerca de 8 metros, sua cauda media 2,40 metros. O pescoço era composto por 70 vértebras (mais do que qualquer outro vertebrado) e terminava numa cabeça minúscula de cerca de 60 cm, sendo o seu corpo muito pesado e suas patas estavam adaptadas à função de barbatana. A partir da dentição deduz-se que o elasmossauro era carnívoro e que se alimentava de pequenos peixes, belemites e amonites. Vivia nas águas rasas, pois se não o fizesse teria sérios problemas com os tubarões (que já existiam naquela época).

A ordem plesiosauro é o nome comum dado aos répteis marinhos da ordem Plesiosauria. O grupo surgiu no Triássico e subsistiu durante todo o Mesozóico até ao desaparcimento na extinção K-T. Apesar de serem répteis gigantes e carnívoros do Mesozóico, os plesiossauros não estavam relacionados com os dinossauros, formando um grupo particular.


AMBIENTES NA ÉPOCA DOS DINOSSAUROS



Introdução
Os dinossauros existiram em três grandes períodos da Terra: o Triássico, o jurássico e o Cretácico (era mesozóica que ficou conhecida com a Era dos Grandes Repteis).
Durante 179 milhões de anos, entre o começo do Triássico e o fim do Cretácico, a paisagem era muito diferente da que vemos hoje: o clima era mais quente e húmido, as estações não eram tão definidas (não havia grande diferença entre o verão e o Inverno) e não havia pólos cobertos de gelo como hoje em dia.

Triássico
245 – 201 Milhões de anos


No final do Triássico, quando os dinossauros surgiram, havia vastas áreas desertas quentes e secas. Perto dos rios e costas, existiam florestas exuberantes. Nas regiões mais áridas, encontravam-se matas menos viçosas de coníferas, parecidas com a actual araucária, e cicadaceas, uma planta do tipo da palmeira. O plateossauros foi o 1º dinossauro de grande porte, com oito metros de comprimento (alto o suficiente para comer das copas das arvores).

Jurássico
204 – 140 Milhões de anos

O calor e a humidade (clima tropical) incitavam ao crescimento de muitas plantas. O mundo era mais verde, cheio de densas florestas. Nessas condições desenvolveram-se gigantescos sauropedes como o Apatosaurus e o Brachiosaurus. A vegetação era suficiente para sustentar herbívoros deste porte. As primeiras dino-aves apareceram no final do Jurássico.

Cretáceo
140 – 66 Milhões de anos


As primeiras flores, como as rosas e magnólias, surgiram na fase final do período cretaceo. As samambais, cavalinhas, coníferas e cicadaceas continuaram a existir. Os grandes dinos sauropedes deram lugar a carnívoros mais possantes (como o Tyrannosaurus Rex), e a herbívoros como o Iguanodon. Já existiam mamíferos no cretaceo, mas ainda muito pequenos, semelhantes a ratos e esquilos. Grandes pterossaurus (repteis voadores) dividiam os céus com pássaros de penas, sendo que muitos pássaros como corvos marinhos e corujas evoluíram no Cretaceo. Foi neste período que os dinossauros desapareceram para sempre da face da terra, passando então os mamíferos a serem os «senhores da Terra».



Alguns exemplos de espécies e seus habitats:

Elasmosaurus:
Tamanho: 46 pés (comprimento)
Período: Final do Cretáceo
Meio Natural: Aquático
Onde Viveu: Ásia e América do Norte
Megalosaurus:
Tamanho: 30 pés (comprimento), 10 pés (altura)
Período: Jurássico
Meio Natural: Terrestre
Onde Viveu: Europa (Reino Unido)
Pteranodonte:
Tamanho: 7,5 pés (envergadura)
Período: Final do Cretáceo
Meio Natural: Ar (costeiro e oceânico)
Onde Viveu: América e Europa
Psittacosaurus:
Tamanho: 2.6 a 6.5 pés (comprimento), 4 pés (altura)
Período: Cretáceo
Meio Natural: Terrestre
Onde Viveu: Mongólia, China, e Tailândia

Megalosaurus:
Tamanho: 30 pés (comprimento), 10 pés (altura)
Período: Jurássico
Meio Natural: Terrestre
Onde Viveu: Europa (Reino Unido)

Psittacosaurus:
Tamanho: 2.6 a 6.5 pés (comprimento), 4 pés (altura)
Período: Cretáceo
Meio Natural: Terrestre
Onde Viveu: Mongólia, China, e Tailândia


FISIOLOGIA DOS DINOSSAUROS

“Fósseis que nos contam Histórias”
Até ao século passado, nada se sabia das características dos dinossauros, apesar de já se terem encontrado ossos fossilizados e pegadas destes gigantes que no passado eram vistos como “criaturas enormes e horrendas”, que metiam medo. No entanto, com o avanço da ciência é-nos hoje possível saber com maior precisão dados acerca destas criaturas, o modo como viveram, quando viveram, quais eram as suas características físicas e até o modo como funcionavam os seus órgão.
Vários grupos de paleontólogos têm vindo a estudar os fósseis e as pegadas e com vários métodos e comparações com alguns répteis actuais têm conseguido reconstruir o passado dos dinossauros.


CARACTERISTICAS FISIOLÓGICAS DE ALGUNS GRUPOS

Psitacosaurus
Megalossauro
Elasmosaurus
Pteranodonte

PSITACOSAURUS

O Psitacosauru foi uma espécie de herbívoro e bípede. Media cerca de 2m de comprimento e o seu peso ainda é indeterminado. O seu nome significa “réptil papagaio”.
O corpo do Psitacosauru, como da maioria dos répteis, era formado por escamas e numa pequena arte da cauda observavam-se estruturas filamentosas que seriam usadas como ornamento ou defesa.
A cabeça deste dinossauro era bastante semelhante á de um papagaio (daí a designação “réptil papagaio”), tendo igualmente um bico pontiagudo e afiado, que lhe permitia cortar as folhas das árvores e arbustos, bem como as folhas e os caules duros. Não tinha muitos dentes, daí a utilidade do bico.

MEGALOSSAURO

O Megalossauro foi, ao contrário do Psitacosauru, um dinossauro carnívoro e bípede. Foi um dos primeiros dos quais se descobriram fósseis.
Media de 8 a 9 metros de comprimento e pesava cerca de 2 toneladas. Tinha uma característica pouco comum nos dinossauros: um pescoço muito curto e muito forte que lhe permitia sustentar a enorme cabeça.
Através de fósseis encontrados essencialmente em Stonesfield, sabemos que este dinossauros deve ter sido um enorme e temível predador, devido ás mandíbulas gigantescas e a alguns ossos que encontraram deste animal. Além das mandíbulas, tinha garras nas patas, usadas para furar a pele e retalhar a carne das presas. Os seus dentes eram igualmente afiados, em forma de serra.
O Megalossauro, como outros carnívoros, alimentava de outros dinossauros que perseguiam ou de cadáveres que encontravam.

ELASMOSAURUS

O Elasmosauro era um dinossauro aquático, talvez dos mais conhecidos, pelo seu aspecto – parecia uma gigantesca serpente, unida ao corpo de uma tartaruga marinha. O seu pescoço chegava a medir mais de metade do seu comprimento, que ia até 15m e terminava com uma cabeça muito pequena, com uns dentes muito afiados. O pescoço era usado como forma de caçar as presas, que mal davam conta já estavam entre os seus dentes afiados. Este pescoço exageradamente comprido, tinha também exagerado numero de vértebras que o constituíam - mais de 50, sendo este o numero máximo que alguma vez algum vertebrado teve. Destacam-se também os ossos da parte inferior do esqueleto, que protegiam a cavidade central. Estes seriam para sustentar o peso do corpo quando vinham a Terra para descansar ou por ovos.
Usava para nadar, as quatro extremidades do seu corpo transformadas em barbatanas, batendo-as alternadamente, o que lhe permitia viver no meio aquático. No entanto, este dinossauro marinho tinha necessidade de tirar a cabeça fora de água de vez em quando, para respirara, pois na verdade, não era um peixe. Flutuava com relativa facilidade mas mergulhar já era mais difícil, pois precisava de uma base firme para poder nadar debaixo de água, daí, por vezes engolir pedras, que ficavam armazenadas no estômago e assim já lhe era mais fácil mergulhar, pois obtinha um peso maior.


PTERANODONTE

Um grupo de répteis tinha-se apoderado dos céus… Eram os Pteranossauros, entre os quais o Pteranodonte. Este dinossauro tinha características em comum com as aves e os morcegos. Tinha um voo planado sem precisar de bater as asas. Estas, de uma pele elástica resistente providas de músculo e os dedos das mãos adaptados para as sustentar.
Tinha um aspecto bastante original que se devia á forma da cabeça: uma longa crista e um bico, que, juntos tinham o mesmo comprimento do corpo.
As primeiras vértebras das costas eram ligadas entre si formando uma só peça resistente que proporcionava um sólido ponto de apoio ara os ossos do ombro.
No Pteranodonte destaca-se o pequeno tamanho do corpo e das patas posteriores em comparação com o das asas e do crânio e com a sua longa crista. O pescoço era comprido e a cauda bem pequena.
A cauda era muito curta e terminava em dois ossos alongados em forma de varetas que possivelmente se inseriam na membrana das asas e poderiam servir para controlar a direcção de voo.


DINOSSAUROS: SANGUE QUENTE OU FRIO

A questão de regulamento da temperatura corporal dos dinossauros é uma questão bastante debatida entre os paleontólogos que se dedicam ao seu estudo. Uns consideram que estes tinham sangue frio e outros, sangue quente. Porém a maioria dos cientistas consideram que as características da sua fisiologia estão mais viradas para a existência de dinossauros homeotérmicos, ou seja que regulam a temperatura dos eu corpo, mas de forma diferente dos outros mamíferos pois as espécies são bastante diferentes entre si.
Podemos separar os dinossauros em dois tipos: os de grande porte e os de pequeno porte.
Os dinossauros de pequeno porte mantinham a sua temperatura corporal através de processos orgânicos. Os dinossauros de grande porte, como têm um corpo maior, a perda de calor é mais lenta e por isso sofrem mais com super – aquecimento do que com perda de calor. Até quando fazem exercício, o calor que fabricam é muito difícil de ser perdido e consequentemente não precisa de usar o calor da matéria orgânica como os dinossauros de pequeno porte.
É preciso, no entanto referir que durante o período Mesozóico, o calor do planeta Terra era bem maior e por isso era mais fácil manter a temperatura corporal.


A REPRODUÇÃO NOS DINOSSAUROS



A Reprodução em qualquer ser vivo é essencial para que uma espécie se mantenha viva. No caso dos dinossauros este foi um assunto bastante discutido, já que estes reinaram a Terra durante todo o Mesozóico.
Descobrem-se cada vez mais espécies de dinossauros e muitos deles com estruturas (espinhos, picos, etc.), para as quais só havia a explicação de ornamento e defesa, no entanto estas também eram uma forte “arma” na época de acasalamento. Estes faziam exibições, que atraíam as fêmeas. Após o acasalamento, as fêmeas punham os ovos e construíam um ninho, onde cuidavam dos seus filhotes desde que nasciam, até começarem a sair para caçar. No nascimento, apenas cerca de 4 ou 5 dinossauros nasciam bem e sobreviviam. Eram pequenos e bastante frágeis, e por isso permaneciam durante algum tempo no ninho. Os pais traziam-lhes comida, e com o tempo começavam a sair para caçar, ainda com a sua supervisão.
Nasciam normalmente, com o peso de um peru e cresciam até pesarem cerca de 6 ou 7 toneladas.
Alguns grupos de dinossauros, após o acasalamento faziam buracos no chão onde depositavam os seus ovos, para os protegerem os ninhos dos ladrões de ovos, chamava-se nidificação em colónias. Noutras espécies os ninhos ficavam a 4m uns dos outros, para uma melhor protecção.


CURIOSIDADE: COMO OS PALEONÓLOGOS FAZEM A SUA RECONSTITUIÇÃO:

Depois do difícil trabalho das escavações, os fósseis são levados para o laboratório, onde são estudados e sempre que é possível faz-se uma reconstituição. Limpam-se os fósseis dos restos de rocha ou terra com todo o cuidado com a ajuda de materiais adequados e por vezes recorre-se á utilização de químicos. Depois de limpos os ossos são estudados para ver como era o seu modo de vida. Encontravam-se, normalmente pistas na superfície dos ossos, pois os músculos deixavam marcas nítidas nos pontos onde se fixavam. Estas marcas eram utilizadas para a reconstituição dos músculos dos dinossauros.

Etapas para a reconstituição:
Ø Reconstitui-se o esqueleto, por vezes coma ajuda de gesso para completar os ossos que faltam.
Ø Seguidamente preenche-se o dinossauro com “carne”. (Pode ser ajudado por um artista cientifico que faz esboços para ajudar o escultor
Ø Depois de estudados os ossos, introduzem-se os músculos com a maior exactidão possível
Ø Finalmente acrescenta-se a “pele”. Esta é a operação mais difícil mas, por vezes descobrem-se marcas de pele conservada. A cor é escolhida por suposição e comparação com os répteis actuais.

CAUSAS DE EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

A cerca de 75 milhões de anos, os dinossauros dominavam a terra.
Contudo cerca de 10 milhões de anos mais tarde extinguiram-se. Os dinossauros não foram os únicos seres vivos a desaparecer há cerca de 65 milhões de anos, os répteis marinhos e voadores também morreram. Pelo menos 80 teorias foram formuladas para explicar a extinção de todas estas espécies mas os cientistas ainda não chegaram a uma opinião comum. Actualmente as teorias mais apoiadas são:
· Impacto de um meteorito gigante sobre a terra
· Erupção vulcânica massiva
Além das teorias catastróficas foram formuladas várias teorias que sugerem que o desaparecimento dos dinossauros tenha sido devido a uma série de acontecimentos graduais ao longo de muitos, muitos anos.

Hipóteses catastróficas

Impacto de um meteoro
O primeiro indício de que essa teoria estaria correcta surgiu em 1978 com a descoberta de uma fina camada de irídio nas rochas que se formaram no fim do período Cretácico. O irídio é um elemento raro no planeta Terra, mas é encontrado com frequência em asteróides e cometas. A segunda evidência a favor dessa teoria veio com a descoberta de uma enorme cratera soterrada em Chicxulub, no Estado de Iucatã, México, medindo cerca de 180 quilómetros de diâmetro. De acordo com diversos estudos, o asteróide que caiu no México tinha mais de 10 quilómetros de diâmetro e o seu impacto com a Terra libertou energia equivalente á da explosão de cinco biliões de bombas atómicas como as usadas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945. Um impacto dessas dimensões teria erguido poeira e terra suficientes para tapar a luz do Sol durante anos, matando assim a maior parte das espécies vegetais que necessitavam de realizar a fotossintese para viver. Sem os vegetais, os dinossauros herbívoros acabaram por morrer de fome e, sem esses, os dinossauros carnívoros morreram também. Essa reacção em cadeia teria causado a extinção total dos dinossauros.
A colisão do asteróide com a Terra desencadeou uma série de tragédias ecológicas. Com o impacto, alguns detritos foram arremessados até o espaço e entraram na órbita da Terra, onde ficaram por algum tempo e só depois caíram. Os incêndios em escala global e a liberação de grandes quantidades de gás carbónico (CO2) na atmosfera causaram o efeito de estufa. Com o calor, as moléculas de nitogénio e oxigénio quebraram-se e combinaram-se com o hidrogénio, formando o ácido nitrico. Sucederam-se então longos períodos de chuva ácida, prejudicando ainda mais a vida terrestre. Paralela e consecutivamente, o aumento da acidez e da temperatura dos oceanos afectou gravemente os idade aproximada de 65,5 milhões de anos. Acredita-se que os asteróides responsáveis por tais crateras possam ter sido companheiros do asteróide que caiu no México naquela mesma época. De entre estas crateras podemos destacar a cartera de Boltysh na Ucrânia (com 24 quilómetros de diâmetro), a cratera de Silverpit na costa do Reino Unido (com 20 quilómetros de diâmetro), a cratera de Eagle Butte em Alberta, Canadá (com cerca de 10 quilómetros de diâmetro) e a cratera de Vista Alegre no Sul do Brasil (com 9,5 quilómetros de diâmetro).
Embora bastante consistente, a teoria do impacto de um asteróide com a Terra há 65,5 milhões de anos pode não estar correcta. Pesquisas recentes concluíram que o impacto do asteróide em Chicxulub ocorreu 300 mil anos antes do grande extermínio.
Também existe a possibilidade de que milhares de anos depois da queda do asteróide na América do Norte outro asteróide tenha chocado com o planeta mas dessa vez o impacto teria sido no oceano e, por isso, os seus vestígios ainda não foram encontrados. Dependendo do tamanho desse suposto segundo asteróide, o impacto no oceano teria causado imensos tsunamis que teriam varrido a costa de vários continentes e concluído com o extermínio dos dinossauros e das demais espécies extintas. Um grande reforço a esta hipótese surgiu em 1987 com a descoberta de uma cratera submarina na Nova Escocia, Canadá, conhecida actualmente como cratera de Montagnais. A cratera de Montagnais possui uma idade aproximada de 65,5 milhões de anos e um diâmetro de cerca de 45 quilómetros, em virtude deste facto muitos estudiosos afirmam que a mesma possa ter tido relação directa com a extinção K-T.

Erupção vulcânica no Deccan
Uma outra teoria justifica a extinção K-T como resultado de intensas e duradouras erupções vulcânicas ocorridas há 65,5 milhões de anos na faixa de terra que forma hoje o Planalto de Deccan, no centro da Índia. Tais erupções teriam prosseguido por milhares de anos, tempo suficiente para que verdadeiros mares de lava basáltica fossem expelidos através da crosta terrestre. As erupções teriam libertado também gases e poeiras suficientes para envenenar toda a atmosfera terrestre durante anos, impedindo que a luz do Sol alcançasse a superfície do planeta. Os efeitos desta catástrofe natural sobre a biodiversidade terrestre e marinha teriam sido semelhantes aos efeitos que o impacto de um asteróide com a Terra desencadearia naquela mesma época, a coincidência é que em ambos os casos a extinção das espécies ocorreria na mesma ordem da cadeia alimentar, com a morte dos produtores primários (dos quais podemos destacar os vegetais auto tróficos, que sem a luz do Sol não conseguiam fazer fotossíntese) num primeiro momento, depois dos consumidores primários (que precisavam se alimentar dos produtores para viver) e por fim dos predadores.
A actividade vulcânica do fim do Cretácico e a presença de irídio nas rochas datadas deste período poderiam estar directamente interligadas, uma vez que no interior da Terra o irídio está presente em pequenas quantidades e normalmente não sobe à superfície, a menos que ocorram erupções vulcânicas.
Ainda não se pode afirmar com exactidão se a actividade vulcânica intensa do fim do Cretácico Superior teve alguma relação com o impacto do asteróide com a Terra, mas, independente de qualquer teoria correcta, já é cientificamente aceito que o vulcanismo colaborou directamente com a extinção K-T.
Existem evidências de que a extinção K-T, ao contrário do que muitos pensam, teria sido um processo muito lento, o que favorece teorias como a do vulcanismo.

Duas catástrofes distintas
A descoberta de que a extinção dos dinossauros teria ocorrido milhares de anos após a queda do asteróide obrigou, contudo, a reconsiderar todas as teorias alternativas anteriormente propostas.
Surge então uma nova hipótese, bastante aceite actualmente, segundo a qual o asteróide não teria, só por si, causado a extinção K-T, mas teria agido em conjugação com outro fenómeno distinto, cuja acção se manifestou apenas milhares de anos mais tarde. De facto, é muito provável que após a queda do asteróide, alterações climáticas significativas que se teriam verificado tenham contribuído para o desaparecimento das restantes espécies animais e vegetais. Esta "nova" hipótese explicativa corresponde de facto à "união" de outras duas teorias preexistentes.
CONCLUSÃO

O fim de uma era…

“À medida que o período Cretácico se aproximava do fim, os dinossauros foram-se tornando cada vez menos numerosos, até que desapareceram por completo. Ao mesmo tempo, verificavam-se modificações na paisagem terrestre. Os continentes foram separados por amplas extensões de mar. Os níveis deste subiram, inundando grande parte das terras baixas onde viviam muitos tipos de dinossauros.
Extinguiram-se muitos grupos de animais marinhos. Em vez de se conservar quente, o clima começou a tornar-se mais variável, com estações. Os tipos de plantas que viviam na época também se modificaram: as plantas florescentes tornaram-se cada vez mais importantes. À medida que os dinossauros morriam, deram lugar a um novo grupo dominante na Terra: os mamíferos.”




(Trabalho de Biologia/Geologia 10ºano- Daniela Caldeira, Inês Santos, Bernardo Abreu, Filipe Rodrigues e Alexandre Mata)

domingo, 26 de novembro de 2006

quarta-feira, 18 de outubro de 2006