sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Auto da Barca do Inferno-resumo

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Auto da Barca do Inferno-Geral
Auto da barca do inferno de Gil Vicente, é uma peça de teatro que remonta ao séc. XVI. Gil Vicente, nesta peça, pretende criticar a sociedade do seu tempo, com vista em moralizar as pessoas e a fazê-las pensar se na realidade será de facto assim. Por ter como objectivo moralizar as pessoas, também há quem chame á peça Auto de Moralidade, onde Gil Vicente defendia os princípios cristãos que considerava importantes.
Como constantes da peça, temos um cais, onde há dois barcos, com os seus respectivos comandantes: o Diabo e o Anjo. Estas duas personagens, representam respectivamente, o mal e o bem, por isso se diz que a peça tem um carácter alegórico (é algo concreto, mas que representa um realidade abstracta). Ao longo da peça vão desfilando várias personagens que representam uma certa classe social, pois as criticas não eram apenas individuais – personagens tipo. Cada personagem apresentará consigo um ou vários objectos, chamados símbolos cénicos, que representam os pecados das personagens tipo.

Auto da Barca do Inferno- caracterização por cenas

Cena do Fidalgo

Image Hosted by ImageShack.usO Fidalgo representa a nobreza e critica aqueles que só pensam no seu estatuto social. Este personagem depara-se com o diabo, vindo carregado com a sua cadeira de espaldar, que representa os bens materiais e o poder, o pajem, que simboliza a tirania que exercia sobre o seu povo e o manto com cauda que simboliza a sua vaidade.
No inicio da cena, o Fidalgo apresenta-se muito relaxado no diálogo que tem com o diabo, porém á medida que o discurso vai avançando e que vão sendo feitas as acusações por parte do diabo e posteriormente pelo Anjo, o seu humor altera-se um pouco, mostrando arrogância e irritação.
O seu percurso cénico, resume-se a falar inicialmente com o Diabo e, posteriormente com o Anjo.
Tanto o diabo como o anjo acusam-no de ter sido tirano perante o seu povo, acusa-o de vaidade e de ridicularizar os mais pobres. Perante estas acusações o Fidalgo apresenta como argumentos, o facto de ter na terra quem reze por ele, e o simples facto de ser fidalgo de solar. Este segundo, mostra como esta personagem estava convencida de que o seu estatuto social lhe iria valer para poder ir para o paraíso.
Durante o discurso com o Diabo, e perante o argumento de defesa, que tinha quem rezasse por ele em terra, Gil Vicente pretende criticar as práticas ocas da religião.
Perante a recusa do Anjo de embarcar o Fidalgo no seu barco este mostra-se arrependido, mas ao conversar novamente com o Diabo, ainda tenta regressar a terra apresentando como argumento o de querer ir ver a sua amante e posteriormente a sua mulher. O Diabo responde-lhe que tanto a amante como a mulher tinham chorado de alegria no seu funeral e que tinha sido enganado a vida toda. É por fim condenado ao Inferno.

Cena do Onzeneiro

O Onzeneiro, representa a burguesia e um vício social da época. Com ele Gil Vicente, pretende criticar os burgueses que naquele tempo se dedicavam aos juros de onze por cento aplicado aos empréstimos de dinheiro.
O Onzeneiro entra em cena e depara-se com o diabo que o trata como seu parente, mostrando com ironia que a personagem tinha qualquer coisa a ver com ele, que era como se fossem da mesma família. A personagem vem irritada e a reclamar que lhe estavam mesmo a entregar dinheiro quando morreu.
Uma bolsa de dinheiro é o símbolo cénico que o Onzeneiro traz consigo e que representa a sua ganância pelo dinheiro. Este é acusado pelo Anjo de ter roubado a vida toda, de ter o coração “cheio de dinheiro” e de ter uma ligação obsessiva ao dinheiro. Por ter esta obsessão tão grande, quando o Anjo lhe recusa a passagem para o Paraíso, este pensa que é porque não tem dinheiro para pagar, querendo regressar á terra para o ir buscar e assim ter a salvação. O Onzeneiro realiza um percurso em que fala primeiro com o Diabo, depois com o Anjo e por fim é também condenado ao inferno.

Cena do Parvo

O Parvo é uma quebra na rotina, e não pretende criticar ninguém, mas sim tornar a peça não tão monótona e criar um pouco o cómico.
Esta personagem, não é acusada de nada, nem transporta objectos cénicos, pois tudo o que fez foi sem consciência alguma.
A sua entrada em cena, cria logo o cómico, o qual tem vários tipos que se apresentam ao longo da cena e da peça (cómico de situação, de personagem e de linguagem).
O Parvo fala primeiro com o Diabo, que o tenta convencer a entrar na sua barca, mas ao falar com o Anjo este leva-o consigo, devido á sua simplicidade, ingenuidade e a não ter errado nas acções que fez, pois fê-las sem consciência. O Anjo, diz ao Parvo que fique por ali até aparecerem mais pessoas, o que foi feito com a intenção de este travar também diálogo com as restantes personagens.

Cena do Sapateiro

O Sapateiro representa a baixa-burguesia, e um grupo de ofícios. Nesta personagem, está novamente presente a critica ás práticas erradas da religião.
Esta personagem entra em cena, transportando consigo o avental e as formas de sapatos que representam os anos que enganou os seus clientes. Este é acusado de roubar os clientes e de não revelar todos os seus pecados, perante a confissão; aos quais o Sapateiro responde que sempre se tinha confessado, que tinha ido á missa, que tinha dado ofertas para a igreja e até que tinha assistido ás orações pelos mortos. Mais uma vez, esta personagem está convencida que por assistir ás missas e se ter confessado estava automaticamente no Paraíso.
Em cena, o Sapateiro fala em primeiro lugar com o Diabo, depois com o Anjo e é condenado ao Inferno.

Cena do Frade

O Frade representa o Clero. Este tem uma entrada em cena muito pouco vulgar para um padre, vindo a cantar e com uma moça pela mão. Esta é um dos seus elementos cénicos, juntamente com o seu equipamento de esgrima (broquel, espada, capuz e capacete) e com o seu hábito. A moça representa o seu rompimento dos votos de castidade a que os padres são obrigados e o equipamento de esgrima representa as práticas mundanas a que o padre se dedicava.
Este frade é um pouco fora do vulgar, que é visível pela sua entrada em cena, ou seja dedicava-se a bens materiais o que é exactamente oposto á condição de um padre e por isso é acusado pelo diabo de não ter exercido correctamente a sua profissão, de ter quebrado os votos de castidade e de fazer coisas poucos próprias da sua condição social. O Frade defende-se dizendo que ir para o inferno não tinha ficado escrito no seu “contracto”, e argumentando que no seu convento ele não era o único a quebrar os votos de castidade (pretende-se aqui alargar a critica).
Esta personagem, não dialoga com o Anjo, apenas com o Parvo, pois o Anjo nem se dá ao trabalho de falar com uma personagem que supostamente deveria ir para o Paraíso, pois deveria agir de acordo com o bem. Por fim, o Frade resigna-se e vai para o Inferno.


Cena da Alcoviteira

A Alcoviteira representa os elementos do povo e baixa-burguesia que se dedicavam a encaminhar as raparigas e mulheres casadas para a prostituição. Representa esta actividade profissional.
Esta personagem apresenta-se com voz elogiosa e usa uma linguagem popular. Começa por recusar a entrada no Inferno e acusa-se a si própria dizendo tudo o que traz consigo como se fosse a coisa mais natural. É a personagem que mais bagagem traz, representando todos os pecados que fez ao longo da sua vida. Tanto o Diabo como o Anjo não a acusam, mas ela defende-se por não querer ir para o Inferno, dizendo que casava muitas mulheres, que tinha sido muito martirizara, que tinha convertido muitas raparigas, que as tinha encaminhado e até que as vendi aos padres da Sé, argumentando que se servia a igreja, deveria ir para o Paraíso.
Em cena, a Alcoviteira dialoga primeiro com o Diabo, depois com o Anjo e finalmente é condenada ao Inferno.

Cena do Judeu

O Judeu representa a religião e pretende salientar como os Judeus eram mal considerados pelos cristãos. Tanto o Diabo como o Anjo não o acusam directamente, pois o Diabo não o quer na sua barca, por estes serem muito mal considerados. É apenas acusado pelo Parvo de comer carne nos dias santos, que na sua religião era proibido.
O Judeu aparece em cena com um bode, que representa a sua religião.
O Judeu, ao contrário das outras personagens quer ir para a barca do inferno, pois já sabe que é condenado.
Perante a recusa do Diabo, o Judeu roga-lhe pragas.
O seu percurso em cena passa pelo Diabo, que lhe recusa a passagem, tentando o Judeu entrar através do seu dinheiro, o que revela outro carácter dos Judeus – o apego ao dinheiro; pelo Anjo, em que apenas fala com o Parvo, e por fim volta ao Diabo que como o leva obrigado diz que o leva a reboque.

Cena do Corregedor e do Procurador

O Corregedor e o Procurador aparecem juntos em cena, para por um lado quebrar a monotonia e por outro para alargar a critica a todos os que trabalham com leis. Representam, assim a classe dos magistrados, criticando o funcionamento da justiça.
O Corregedor é quem se apresenta primeiro em cena, trazendo consigo os processos que representam a corrupção. No diálogo com o Diabo, mostra-se convencido de que a sua posição social o irá salvar. Seguidamente aparece o Procurador, que vem auxiliar o Corregedor, mostrando assim a cumplicidade que existia nos membros da justiça. O seu símbolo cénico são os livros.
Ambos são acusados de enganarem os mais pobres, de aceitarem dádivas dos Judeus, de julgarem mal os processos e de aceitarem roubos. O principal argumento dos dois é a sua posição social, argumentando também com o facto de dizerem que agiram sempre segundo a justiça e quando o Diabo acusa o Corregedor de aceitar as dádivas dos Judeus, este desculpa-se com a sua esposa, afirmando que ele não tinha nada a ver com isso.
Ambos são condenados ao Inferno e no fim o Corregedor fala com Brízida Vaz (Alcoviteira), pois conhece-a dos problemas com a justiça.


Cena do Enforcado

O Enforcado representa as vítimas da justiça e aparece a seguir ao Corregedor e ao Procurador para vermos como este foi vítima da sua corrupção. Não sabemos bem, o que Gil Vicente pretende criticar com esta personagem, até porque não é acusado de nada, nem tão pouco se defende, ou melhor, defende-se por não querer ir para o inferno, baseando-se nas palavras que em Terra alguém lhe tinha dito. No seu diálogo com o Diabo, ficamos a perceber que o Enforcado é um pouco ingénuo, por ter acreditado em tudo o que lhe tinham dito, e por pensar que morrer numa forca iria para o paraíso, só porque morria a sofrer. Isto revela como a lei espiritual é contrária á lei do homem. Não sabemos porque é que é condenado á morte em Terra. Talvez por ter sido criminoso? Não sabemos.
No seu percurso fala só com o Diabo e o seu símbolo cénico é a corda.

Cena dos Quatro Cavaleiros

OS cavaleiros representam aqueles que combatiam pela fé cristã. Aparecem em cena apregoando uma cantiga que lembra ás pessoas que ficaram em Terra a necessidade de passarem por aqueles barcos e como a vida é uma passagem. Nesta cantiga está contida a moralidade da peça, que é o facto de a vida ser uma transitoriedade e de termos de ser julgados ao chegar aquele cais.
Os cavaleiros nem sequer param na barca do Diabo e quando este os interpela eles simplesmente lhe perguntam se sabe com quem está a falar. Estes personagens não apresentam argumentos para ir para o Paraíso, apenas o Anjo quando os vê chegar, diz que já os esperava e que eles é que tinham sido verdadeiros mártires da fé cristã. Os seus símbolos cénicos são as cruzes de Cristo.








sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Critica sobre o livro "Voltei para te mostrar que podia voar" - Robin Klein

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A AUTORA:
Robin Klein nasceu em Kempsey em 1936 e foi educada em Newcastle girl’s High school. Dedicou-se á escrita a tempo inteiro em 1981, depois de trabalhar como professora, enfermeira e assistente de livraria. Escreveu para crianças e adolescentes, bem como pequenas história, novelas e histórias em verso.

A HISTÓRIA:
Ao contrário de todos os outros livros que tenho lido, este é bastante real, ou seja, faz parte do nosso mundo e dos nossos problemas hoje em dia. Este livro leva-nos a pensar, seriamante no que muitos jovens fazem quando estão dependentes de um vício – A DROGA.
Angie é uma rapariga de 22 anos que se encontra dependente da droga e á espera de um filho. Um dia, por acaso, encontra Seymor, um rapaz de 11 anos que vem a fugir de um grupo de rapazes e que está em casa de uma amiga da mãe a passar as férias de verão. O seu dever era ficar em casa o dia todo, pois ninguém podia saber que ele ali estava, senão podiam dizer ao seu pai, que o queria levar com ele.
Seymor vai ser como um irmão para Angie, vão passear muito juntos e ele vai ajudá-la a conseguir ser um pouco melhor, mesmo não sabendo que ela era toxicodependente. Angie sempre tinha dado muitos desgostos aos pais e já ninguém a conseguia ajudar a livrar-se da droga, até que em dia ela fica muito mal, quase nem se mexia na cama. É então que a sua mãe, pai e irmã a levam para o hospital, onde lhe dizem que está grávida, e onde os pais a convencem a fazer um tratamento de desintoxicação.
Seymor, fica a saber, pela irmã de Angie, que esta é toxicodependente e percebe que todas as promessas que ela lhe tivera feito, eram só ilusões. A irmã de Angie, aconselha-o a nunca mais procurara a irmã. No entanto, Seymor, vai ver Angie ao hospital, onde têm uma grande discussão, e Seymor fica apenas a saber que Angie se prepara para ir para um centro de desintoxicação. Alguns anos mais tarde, Angie escreve a Seymor…
Para saberes o que diziam as cartas e tantos outros pormenores, só tens que ler o livro, que te fará pensar em como se sentem muitos jovens que são dependentes da droga e como é muito fácil conseguir deixar este vicio… Apenas basta Força de Vontade e uma mão amiga..!!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Olhar para trás - 2005 Pensar no futuro - 2006

Image Hosted by ImageShack.us Com o ano a chegar ao fim, é importante que todos pensemos no que fizemos, e se teremos tomado as decisões certas.
No meu caso, olhando para trás, para todo o 2005, vejo que se fosse hoje, muito provavelmente haveria certas coisas que nunca teria feito, que não que fosse por terem sido más, mas por terem sido demasiado precipitadas. Muitas vezes, ao olharmos para o passado pensamos, porque é que será que certas coisas acontecem, ou porque é que conhecemos certas pessoas. Nunca vos aconteceu? Pensarem: “Porque é que terei conhecido aquela pessoa?” Quanto a mim, penso que todas as coisas têm alguma razão de ser. Se todas as respostas têm uma pergunta e se todas as consequências têm uma causa, também não há nada sem uma razão e é por isso que acredito que tudo o que acontece tem uma razão de ser, e que temos que ser nós a descobrir qual é essa razão; por vezes podemos descobrir demasiado tarde para voltar atrás, ou podemos achar que não existe uma razão, mesmo que ela esteja debaixo do nosso nariz, podemos não a estar a ver, e de certeza que a razão de não vermos logo o porque de alguma coisa também deve ter a sua razão. Podemos até nem sequer descobri-la, mas ela existe.
Por pensar assim, olhando para trás, não me arrependo de certas coisas que fiz e de algumas decisões que tomei, pois considero que têm uma razão que haverei de descobrir qual é…Mas também penso que se fosse hoje, talvez não as faria, ou pelo menos faria de outra forma…
É importante tomarmos consciência de tudo o que fazemos para não voltarmos a cometer os mesmos erros.
Ao longo deste novo ano que se aproxima, vou tentar descobrir se o destino existe, poderá ser uma tarefa um pouco difícil, visto que pode ser visto por vários ângulos, mas farei o possível para o descobri e para não cometer os mesmos erros de 2005.
Fica prometido que para o próximo ano, quando 2006 estiver no fim haverei de ter uma resposta para esta pergunta: Será que o destino existe? – É o que vou descobrir…

domingo, 27 de novembro de 2005

Actuário - uma profissão pouco conhecida

Image Hosted by ImageShack.usOs actuários efectuam cálculos de modo a identificar os riscos financeiros que determinadas actividades implicam.
Os actuários desempenham um papel bastante importante no apoio á gestão empresarial, por exemplo ajudam a avaliar os riscos da introdução de um novo produto no mercado, bem como o lucro que pode ou não vir a dar.


O que fazem?

As funções que um actuário pode realizar, são bastantes diversificadas:
- elaboram tabelas de mortalidade, doenças, acidentes de viação, invalidez e reforma, com base em estudos estatísticos ou económicos que sejam relevantes. Estas tabelas servem para estudar a variação de determinados factores, num dado período de tempo. Com estes dados os actuários calculam a probabilidade de ocorrência dos riscos..
- elaboram sistemas de bonificações
- Redigem cláusulas gerais
- Organizam e avaliam sistemas de pensões e rendas
- Antecipam o impacto financeiro de catástrofes naturais, a fim de estabelecer o montante a reservar para indemnizações.
- Analisam programas de investimento e riscos associados aos produtos do mercado financeiro.
- Procedem a consultorias em investimento a longo prazo.
A maioria dos actuários exerce funções relacionadas com seguros e fundos de pensões. Nos seguros, trabalham em 2 ramos distintos: vida (reformas e seguros de vida) e “não vida” (bem patrimoniais).
Sempre que um cliente pretende fazer um seguro de vida ou um seguro para o automóvel, é ao actuário que compete o estudo das variáveis para o estabelecimento do valor pago pelo cliente a seguradora. No caso de um seguro de vida, as variáveis podem ser a idade do indivíduo e as tabelas de
Mortalidade. No caso de um seguro para o automóvel depende a idade, o numero de anos com carta de condução e o tipo de sinistralidade no país.
Todos estes dados fazem parte das variáveis que permitem aos actuários terem um estudo aprofundado daa população segurada.


Antes de exercer – faculdade

Não existem cursos superiores em actuariado, embora seja comum encontrar esta vertente num ramo de especialização nos cursos de matemática. Assim, é aconselhável que quem opte por esta profissão tenha um curso superior na área de matemática.
Os cursos de matemática com ramo de actuáriado incluem muita matemática, pura e aplicada, e disciplinas de probabilidades, estatística, economia, contabilidade, informática e direito. A profissão também pode ser desempenhada por que tenha formação superior em economia, gestão ou engenharia. No entanto neste caso é útil aprofundar os conhecimentos em actuariado, por exemplo através de pós-graduações ou de um mestrado em ciências actuariais.
Numa primeira fase após o estagio, os actuários são auxiliares de calculo.
Já como actuários juniores, adquirem uma visão mais alargada e uma maior capacidade de análise, o que lhes permite chegar a actuários seniores após cerca de 6 anos. Esta evolução depende, com tudo da experiência e conhecimentos de cada profissional. Não é muito raro que um actuário chega a director técnico ou cargos de administração, após alguns anos de trabalho.


Emprego

Normalmente, os actuários trabalham por conta de outrem, em companhias seguradoras, bancos, sociedades gestoras de fundos de pensões, sociedades de investimento e empresas de consultoria, entidades que são maioritariamente do sector privado. O sector público não empresarial emprega actuários sobretudo no Instituto Nacional de Estatística, no Instituto de seguros de Portugal, no Ministério da Segurança Social e no Banco de Portugal.
Nos últimos anos, o aumento de entidades que empregam actuários tem vindo a aumentar, não se registando ainda, uma saturação por parte do mercado de trabalho. Em Lisboa e no Porto, são os locais onde se verificam um maior numero de actuários, visto serem estas as zonas em que se situam as empresas empregadoras.

Salários

Os principais factores que influenciam os salários dos actuários são a sua responsabilidade dentro da organização, a qualificação e a experiência. Assim, a inicio de carreira o salário poderá ser 1000 euros e 2500 euros no topo da carreira. Aqueles que desempenham cargos de maior responsabilidade podem ainda usufruir de regalias pagas pela impressa como por exemplo carros, viagens, complementos de reforma ou descontos na aquisição de seguros.

Perspectivas

Globalmente, esta é uma profissão com bom futuro, pois o actuariado esta numa face de desenvolvimento, por força quer da diversificação de produtos, quer do aumento de um número de empresas que lhes dão trabalho. No entanto, é provável que no futuro mais distantes as possibilidades de emprego sejam mais fortes na banca, na bolsa e a empresas de grande dimensão de outros sectores, mas sempre no apoio a gestão e a tomada de decisões que envolvam riscos financeiros.


(Este foi um trabalho realizado para a disciplina de Área de Projecto, no âmbito de um projecto que irá ser realizado ao longo deste ano lectivo, sobre profissões, com vista em ajudar os alunos que vão para o secundário a conhecer profissões novas e a escolher a que melhor se adapta ás suas caracteristicas.)