quinta-feira, 15 de março de 2007

Balão esvaziado

Cansei os braços
A pendurar estrelas no céu

Queria que tu as visses
Naquela noite de verão
Os pontinhos prateados,
Reluzentes
Sabia que estavas triste
E que gostas de olhar o céu
Ao pé do mar, na praia
Sabes que eu não te posso ver triste
E por ti me cansei
A pendurar as estrelas
Para tu ficares bem
E eu descansar

Pendurei a lua
Redonda e pesada
Fez reflexos no mar,
Iluminou o teu caminho…

Os teus passos sobre a areia
Deixam um rasto brilhante
A tua sombra é luz…
És a minha estrela…



(poemas a partir de versos de António Gedeão - Oficina de Escrita - ESLAV)

sexta-feira, 9 de março de 2007

"Passa um navio ao largo dos meus olhos"

Passa um navio ao largo dos meus olhos

Estava cheio,
Íamos todos a bordo,
Todos, até o menino mau,
Aquele que me roubou o pão no outro dia.
Estamos todos felizes
Não há inimigos,
Não há os ricos, nem os pobres
Somos todos amigos.
Temos muito que comer,
Duas mesas, bem vejo,
Acho que nos vão durar para um ano inteiro,
Somos muitos, mas partilhamos.
Temos uma piscina,
Podemos brincar livremente,
Ninguém nos prende.
Temos também, um quarto
Com camas,
São confortáveis, têm cobertores,
Não temos frio.
Temos roupa, fazemos trocas engraçadas
Que sensação boa…
Somos livres
O navio vai devagar
Podemos mergulhar,
Nadar com os golfinhos…
O mar é imenso, o sol está-se a por.
O azul imenso está a desaparecer
Já há pouca água…

Afinal, o navio é feito de folhas,
O mar é apenas uma poça enlameada
Era apenas um sonho,
Uma brincadeira
Um desejo de uma menina africana.


(concurso literário - ESLAV - centenário do nascimento de Miguel Torga)

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Aborto...

Quem for insensível a este vídeo, e aprovar o aborto... Deixe o seu comentário, pff... Gosto de saber as razões pelas quais o conseguem....

sábado, 3 de fevereiro de 2007

"O grande labirinto" - Fernando Savater


“A partida do século” no estádio mesmo ao pé de casa. Correria á compra dos bilhetes, como para qualquer jogo de futebol, mas o problema é que este não é um jogo qualquer. Aqui as pessoas entram e não voltam a sair.
No campo há dezenas de psicófagos em vez de jogadores, as bolas são “cabeças”… Sim, as bolas porque nesta partida as bolas vão aumentado cada vez que um psicófago consegue que um espectador olhe fixamente para ele.
Os pais e familiares de Fisco, Jaiko, Sara e Arno estão a ver a partida á vários dias e não tencionam voltar a casa. Será que esta poderá ser, para eles uma “partida” para sempre? A qualquer momento poderiam ser mais uma vítima dos psicófagos…
Numa tentativa desesperada de os salvar, os quatro partem á aventura, já que a única solução será preencher a caixinha metálica que a velhota dos doces lhes deu. Essa caixa precisa de letras, e com a ajuda do simpático papagaio e de Dom Pantaléon partem num remoinho vermelho que os leva sempre a um local diferente. Visitam grutas subterrâneas, países na antiguidade, sempre em épocas distintas, conhecem personagens como D. Quixote, Sherlock Holmes, ou Sindbad.
Conseguem as letras e a “batalha” final decidirá o futuro de todos os que ficaram no estádio.
A aventura fantástica reporta-nos para o interior da acção e prende-nos até á ultima letra.
“Os livros concedem-nos essa possibilidade fantástica de percorrermos a considerável velocidade lugares vário, ficando praticamente imóveis, e fazem-nos aceder a dimensões desconhecidas de lugares que fazem parte do nosso mundo quotidiano.”
Uma verdadeira e alucinante viagem ao passado, que nos faz também a nós procurar as letras da palavra-chave que ninguém conhece… Encontrem-nas!