sábado, 6 de setembro de 2008

De volta!

Bem, acho que devo um pedido de desculpas a todos os leitores, tenho estado um pouco ausente e não tenho actualizado o blog. Mas pronto, vou tentar continuar actualizada, até porque durante as férias fui escrevendo umas coisinhas e vou pondo aqui.

Obrigada a todos!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

"O pequeno livro dos medos" - Sérgio Godinho


A palavra medo tem múltiplos significados, mas para cada um de nós há uma definição do “medo”. Temos medo de cães, de fantasmas, de pessoas que nos parecem estranhas, temos medo da vida. Não sabemos o que acontece a seguir, não conhecemos o amanhã, não sabemos o que virá e isso assusta – nos, receamos. “É por isso que o desconhecido é um bicho que mete medo e ao mesmo tempo apetece conhecer” – todos queremos saber como é a vida, queremos conhecê-la, enfrentar esse medo. Para enfrentar basta olhas para dentro dele, encará-lo olhos nos olhos e perguntar i que quer.
Todos conhecemos o medo, já o sentimos em muitas situações, quando éramos pequenos tivemos histórias engraçadas de situações que nos ficaram marcadas na memória, de quando chamávamos pela mãe e ficávamos apavorados, não sabíamos como enfrentá-lo.
Hoje também temos medo, medo de coisas diferentes provavelmente, mas já aprendemos a encarar aquilo que tememos.
Ultrapassar o medo é investigar, descobrir porquê, conhecer, aí vencemos esse bicho de que não gostamos nada e saímos vencedores, ganhamos a batalha!
O pequeno livro dos medos, ensina-nos a não temer e a ultrapassar o nosso medo. Conta-nos a história que gostaríamos de ouvir quando temos medo, e ao ouvir tranquilizamos.
Das poucas obras literárias de Sérgio Godinho, mas digna de uma leitura, não só pelos mais novos, até porque muitas vezes somos nós que temos mais medo e até são as crianças que nos ensinam a não temer.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

"O Velho que lia Romances de Amor" - Luís Sepúlveda


Tendo como cenário a selva amazónica, uma nova cultura e um povo completamente diferente do habitual, a história desenvolve-se á volta de El Idilio e El Dorado onde um homem, de idade já avançada, decide aventurar-se e aprender a vida "selvagem". Passa longos anos em convivência com os Xuar com quem aprende a caçar, a conviver com os animais da floresta e a procurar alimento para a sua subsistência. Apesar desta convivência com os Xuar, António José Bolivar não é um deles e vê-se forçado a abandonar o local livre de que tento gosta.
Recolhe-se numa casinha com recordações da sua falecida mulher e dedica-se á leitura de livros de amor, onde descobre uma nova paixão.
Uma vaga de mortes "ataca" El Idilio onde aparecem vários caçadores mortos por uma puma fêmea em fúria.
António José Bolívar, coms os seus conhecimentos antigos, a pedido da administração, parte para a selva onde vai ter de caçar a dita puma e impedir que haja mais mortos.
Estes dias na selva, trazem-lhe muitas recordações dos tempos com os Xuar e de todos os seus processos para caçar os animais.

O velho que lia romances de amor é uma grande esperiência de vida, com umas descrições fenomenais em que o autor nos coloca na selva e, despidos de preconceitos, na vida dos xuar em defesa da floresta e de todos os animais.

domingo, 23 de dezembro de 2007

O Natal num país distante


Tobias era um grande homem, gostava muito de viajar e de conhecer lugares, religiões e novas culturas. Na época do Natal não tinha o hábito de viajar, pois gostava de estar em familia, mas naquele ano, Tobias viajou.

O país para onde fora não era muito conhecido, era habitado por gente pobre, com muitas necessidades e dificuldades. Muitas delas viviam na rua, não havia muito para comer e haviam muitas tempestades.
Naquela tarde, Tobias passeou para conhecer a terra onde estava e um pouco da sua cultura. Era época de Natal. Como estava num país pobre, não haviam muitos enfeites, nem grandes luxos. Existia uma pequena árvore de Natal e um presépio de papelão.
Na noite de Natal, passava Tobias pela rua dirigindo-se para a sua cabana afim de celebrar um Natal quente e aconchegado, quando pelo caminho depara com um grupo de crianças entre os 6 e os 16 anos sentados á volta de uma pequena fogueira e debaixo de folhas de palmeira. Dirigindo-se a eles deseja-lhes um feliz natal e continua o seu caminho. Um pouco mais á frente, as crianças ainda não lhe tinham saído da cabeça e resolveu voltar para trás.
Emocionado com aquela pobreza perguntou-lhes se não iam para casa, para o pé dos seus pais, ao que um deles lhe responde que já não tinham pais, eram orfãos. Ainda mais emocionado perguntou-lhes então se queriam passar o Natal com ele, na sua cabana, que tinha comida e alguns presentes que poderiam partilhar.
Com um ar revoltado o mais velho dos irmãos olhou para Tobias e diz-lhe as sguintes palavras: "Jesus quando nasceu não tinha casa, nem o quente de uma lareira, nem presentes. Jesus não tinha qualquer luxo e no entanto sobreviveu a muito e salvou-nos a todos. Vocês que vêm lá desses países ricos estão habituados á luxuria e estão a deitar fora o conceito de Natal. O Natal não para dar grandes prendas a todos, as mais caras se for possivel, o Natal é partilha, é amor, é compaixão; deve ser vivido como Jesus o viveu."
Embasbacado com aquelas palavras, Tobias não perguntou mais nada, apenas concordou e pediu se poderia passar o Natal, ali, com eles.

Foi a primeira vez que Tobias celebrou o Natal no seu íntegro, e estava muito contente, aquelas crianças eram maravilhosas e ensinaram-lhe muito. Foi o melhor Natal que alguma vez tivera.


Não deixe que o Natal seja o consumismo que o Homem criou. No Natal AME, PARTILHE, DÊ, não consuma! Um Feliz Natal para todos!